Margaret Mee: a inglesa que retratou planta rara da Amazônia




Ela é considerada uma das maiores ilustradoras botânicas do século 20 e se destaca de outros ilustradores por aliar em seus traços ciência e arte. Depois da vergonha que passei com a minha falta de conhecimento sobre essa artista apaixonada pela flora brasileira e uma das primeiras defensoras da biodiversidade da flora de nossas matas e florestas, procurei saber mais sobre Margaret Mee.


Ela nasceu no interior da Inglaterra em 1909 e cresceu entre os campos verdes do condado de Buckingham onde seu amor pela natureza deve ter originado. Quando jovem, no período entre as guerras, ela se tornou uma ativista política. Nessa época também Margaret frequentou as principais escolas de arte de sua terra Natal.




Um dos muitos e belos trabalhos da artista

Em 1952, com o intuito de cuidar de uma irmã doente, ela e seu segundo marido, Greville Mee, artista gráfico e comerciante de arte, vieram para o Brasil. Moraram algum tempo em São Paulo e depois se estabeleceram no Rio de Janeiro onde ficaram durante trinta anos. A primeira viagem que ela fez a Amazônia foi em 1956.


Nessas explorações, ela sofreu com a malária, hepatite infecciosa e ataques noturnos de vampiros, entre outras dificuldades. Mas o resultado do seu esforço valeu a pena. Chegou a produzir 450 pinturas da flora tropical como helicôneas, orquìdeas, bromélias e outras plantas. Publicou livros e diários de viagem. Fico imaginando a aventura que deve ter sido a última viagem dela a floresta feita em 1988, aos 79 anos de idade! Margaret sonhava em pintar a flor-do-luar, uma espécie de cacto que só floresce à noite de lua cheia na região do arquipélogo de Anavilhanas.


Margaret retornou ao rio Negro e depois de horas navegando numa canoa entre arbustos chegou a um remoto local onde estava a flor prestes a explodir. Ela ficou de vigília e a flor-da-lua se abriu lentamente para a pintora que documentava tudo à luz de lanterna. O trabalho só terminou às 3 da manhã, mas a artista continuou sua vigília até as 8 da manhã quando finalmente a flor se fechou totalmente e para sempre.


Essa expedição marcou a vida dela para sempre e ela retornaria à região outras 14 vezes para desenhar, pintar e coletar muitas espécies de plantas. Essas viagens eram feitas num pequeno barco, acompanhada apenas por guias da região e, de vez em quando, por um ou outro amigo. Mas em contraste com a sua aparência aparentemente delicada, seu kit de pinturas incluia um revolver 32.


Além de ter sido uma das primeiras pessoas a lutar contra a destruição das florestas brasileiras, depois que voltou a Inglaterra, Margaret Mee criou uma Fundação Botânica e oportunidades para que artistas e cientistas brasileiros pudessem se especializar em ilustração botânica em Londres. Ela morreu em novembro de 1988, em consequência de um acidente de automóvel. Em sua honra foi fundada a “Margaret Mee Amazon Trust”, organização para educação, pesquisa e conservação da flora amazonense.




Leia a matéria completa em: http://www.50emais.com.br/a-inglesa-que-se-apaixonou-pelas-nossas-plantas/

  • Logotipo Facebook
  • Logotipo do YouTube
  • Logotipo do Pinterest
  • Logotipo do Instagram